terça-feira, março 31, 2015

Das tardes brancas

(Alfredo Araujo Santoyo)



entregámo-nos
um ao outro
dentro dos lençóis
brancos
à tarde
na posição mais
ortodoxa
e agora sabemos
e não sabemos
um do outro
escrevemo-nos
escrevemos


Adília Lopes





A tua luz 
na brancura 
cega 
das tardes lânguidas 
A sombra 
do teu corpo 
na alvura translúcida
dos lençóis
Sabíamos de nós
Não sabendo
escrever-nos
desenhámo-nos

Maria Eu




17 comentários:

  1. Dois momentos sublimes de poesia bem acompanhados pela música de Erik Satie e Michael Nyman.

    beijinho

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    1. Hoje roubo as palavras à Fê... pode ser?

      (mas os beijos, esses são meus)

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    2. Muito obrigada às duas!

      Beijos repenicados. :)

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  2. Ausente, o desenho
    Com teus versos me contento

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    1. Que sejam versos que te toquem, então.

      Beijos, Rogério. :)

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  3. Há tardes perfeitas, não há Maria?! :)

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    1. Pena que não sejam muitas. :)

      beijos, Legionário. :)

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  4. Horas brancas tão suaves :)
    bonito Maria :)
    Beijos

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    1. Suaves e fortes, ao mesmo tempo.
      Obrigada!

      Beijos, I. :)

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  5. Da tensão entre opostos surgiu a luz.

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  6. Lindos, Gomo não gostar!
    Beijinhos:-)

    http://princesamae.blogspot.pt/

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  7. O branco é paz e harmonia*,às vezes...

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  8. Reescrever é sempre um desafio

    em branco

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    1. Desafio nem sempre superado.

      Beijos, MA. :)

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