segunda-feira, fevereiro 16, 2015

Da identidade


(Sivan Sternbach)

Identidade

A identidade, como a pele,
renova-se, perde-se de sete
em sete anos, muda no mesmo
corpo, torna diferente
a permanência humana.
A identidade é a soma
das intenções, uma foto
instantânea para um propósito
imediato que não dura.
A identidade é um equívoco
para camuflar o coração.


Pedro Mexia, in "Duplo Império"




Coração

O coração, ao contrário da pele,
não se renova ou perde de sete em sete anos.
Transforma-se ao sabor dos sentimentos,
torna excitante a permanência humana.
O coração pulsa, tem ritmo, fica louco
ou quase quieto de emoção.
O coração não aparece na foto
do documento da nossa identidade.
E porém...
O coração É a nossa identidade.


Maria Eu




21 comentários:

  1. Ouvir a cabeça, ou deixar falar o coração...eis a questão!:)

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    1. Ou deixar o coração subir-nos à cabeça! ;)

      Beijinhos, Legionário! :)

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  2. A nossa identidade está sempre relacionada com os afectos...

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  3. Nem com um nem com outro eu concordo
    Na identidade, o coração ocupa apenas a terça parte
    O outro terço é a Alma e o terceiro
    o Sangue que corre nas nossas veias
    Sempre que me apresento, acrescento
    Meu Coração Luso
    Meu Sangue Mouro
    Minha Alma Celta

    E essa é a minha identidade certa


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    1. Mas tu és muito equilibrado, Rogério! :)

      Beijinhos. :)

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    2. Equilibrado?
      Será que querias dizer miscigenado?

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  4. Esta definição de identidade, está muito perto de ser adotada por mim, caso me seja permitido.

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  5. Absolutamente de acordo, o Coração é a nossa identidade :))
    Deixo um beijo Maria:)))

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    1. Umas românticas, é o que nós somos! :)

      Beijinhos, Sandra! :)

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  6. O nosso coração somos nós. Ele é o nosso retrato, a verdade do que somos. Sou o que o meu coração me diz, mesmo que a razão me fale ao ouvido outras verdades.


    Beijinhooo em ti Maria Tu

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    1. Outra romântica de coração em alvoroço! :)

      Beijos, enfermeirinha! :)

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  7. não são sete
    mas mil feições
    basta olhar o espelho
    e vê-se pela manhã
    o coração que se tem
    e nem sempre nos convém
    meter o bedelho
    é ele que nos dá a cara
    que nos é cara

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    1. É nosso e nós somos levados ao seu ritmo.

      Beijinhos, Agostinho! :)

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  8. Aí o coração, esse maroto que nos prega partidas aniquilando muitas vezes a razão e nos pregando muitas partidas :)

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  9. O poema do Pedro Mexia "toca-me muito"... o teu não lhe fica atrás.
    Beijinhos.

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