Criança, olhos luminosos, quer crescer, de tão grande o mundo.
Em bicos de pé, tenta chegar à malga de marmelada, longe da sua altura, a secar no parapeito da janela da cozinha.
Ah, se eu fosse grande!
Adulto, olhos raramente providos de brilho, queria voltar atrás no tempo, de tão pequeno ser o mundo.
Já não há malgas de marmelada no parapeito da janela.
Ah, se eu fosse menino!


