quinta-feira, julho 16, 2015

Até que a morte mate o amor

(imagem daqui)


dice que no sabe del miedo de la muerte del amor
dice que tiene miedo de la muerte del amor
dice que el amor es muerte es miedo
dice que la muerte es miedo es amor
dice que no sabe

Alejandra Pizarnik



Vivia um amor que lhe fazia transbordar ternura do olhar. E era tanta e tão intensa, essa ternura, que tinha que fechar os olhos, não fosse inundar dela até aqueles que a não mereciam, ou a não queriam. O coração, esse, ignorava o medo da morte do amor, sendo que a ignorância o aquietava, muito embora palpitasse em batimentos ritmados de tango argentino.



17 comentários:

  1. Maria Eu....
    Comecei a analisar teu blog.. estou lendo-o!!
    Fantástica você...
    Eu sou teu seguidor há tempos!!!!
    Beijos... pela excelente postagem!!!

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    1. Muito obrigada, PDR. :)
      Também já espreitei o seu, embora discretamente... :)

      Beijinho. :)

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  2. Eis uma forma sublime de o amor acabar
    Não há (mais) nada para além da sua morte

    (gosto tanto
    desse tango...)

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    1. Nada mais, mesmo, Rogério.

      (eu também)

      Beijinho e boa noite. .)

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  3. Quando um amor se vai... tudo é muito triste... mas tudo passa!...
    AbraçO

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    1. Há amores que nunca partem, pelo menos da lembrança dos amantes.

      Beijos, Nidja. :)

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  4. Ignorar o medo da morte do amor é prolongar-lhe a vida
    :)
    beijos Maria

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  5. Maria, num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não está lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem!

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    1. Guardado no coração, com ternura.

      Boa noite, caro Legionário. :)

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  6. Lindo mesmo... Fico imaginando o coração batendo em ritmo do tango argentino, que sofrido.

    Bjos

    http://chuvadecamelias.blogspot.com.br/

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    1. O coração é um dançarino. :)~

      Beijo, Carlinha. :)

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  7. E este poema da Pizarnik é qualquer coisa...
    Bj maria

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  8. Sei dum espelho com três faces
    Sei que o tempo tem três fases
    Sei o que sei e que tu sabes

    1Bj.

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