segunda-feira, outubro 20, 2014

Do arrebatamento


 (Susan Merrell)

Clara, sempre ela, continua a assombrar-me. Recordo como abraçava a paixão, num arrebatamento que fazia acreditar haver um cataclismo prestes a acontecer. Então, ela cravava a paixão na carne, fundo, para que não fosse levada por um furacão ou um maremoto. Por sua vez, a paixão olhava-a, espantada, hesitava em aceitar esse abraço que era de vida ou morte, deixando Clara numa agitação aflita que só acalmava a espaços, quando a paixão, adoçando os gestos, se rendia a um aflorar de dedos, a um toque de lábios.


12 comentários:

  1. Essa imagem da paixão adoçando os gestos é muito bonita. :)

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    1. Doçura é sempre algo de bom! (a não ser para os diabéticos :P)

      Beijinhos Marianos, Luisa! :)

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  2. Acrescento ainda, ao que disse a Luísa, que o que escreves é muito bonito. Sempre.

    Beijinhos, Maria linda! :-)

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    1. Vou ficar vaidosa, assim, Susana! :)

      Beijinhos Marianos, sempre muitos e com carinho! :)

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    1. (obriga, muito!)

      Beijinhos Marianos, Rogério! :)

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  4. Enfrentar a paixão de frente é uma tarefa intensa.:)
    Muito bonito.
    Beijinhos :)

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    1. E muito bom, também! :))

      Beijinhos Marianos, I!b :)

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  5. A febre dos sentidos e o desejo, o tumulto da paixão arrebatada
    O deleite do amor cada vez mais voraz

    Sentir e viver dessa maneira, é estarmos vivos:)

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    1. Vivos e cheios de garra! :)

      Beijinhos Marianos, Legionário! :)

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