terça-feira, novembro 19, 2013

Tropel

Quente, o teu coração quente
pulsa no lusco-fusco.
Palpita em toda a casa
deserta que nos vê.
Galga as sacadas altas,
corre nas avenidas.
É o silêncio do amor
que abre as veias na tarde...

Quente, o teu coração quente,
é uma estrela no escuro
que a pele das tuas mãos
prolonga em minha pele...
quem te amou e é já morto
renova a primavera.

Oh! doce comunhão
de desejo e infinito,
de saudades e de céu,
de paraíso e grito!

Água clara e tremente
a boca, a sede, a fonte.
Flor de sangue à corrente
o teu coração quente.
Natércia Freire, in «366 Poemas que falam de Amor»

                (Nadia Beltei)

Cavalo em tropel, dispara o coração pelas dunas do peito. O teu vem persegui-lo, com igual velocidade, fustigado p'lo sangue que a ambos invade. Vermelhos, veloses, vencedores iguais, da corrida que acaba em suspiros e ais.

Maria Eu

6 comentários:

  1. Uma outra forma de escrever(res)? (pelo menos a mim pareceu-me!)

    Gosto da diversidade:)

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    1. Talvez! Há várias "Marias" dentro de mim... ;)

      Beijinhos Marianos! :)

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  2. Gostei do poema e do cavalo em tropel...já viste a "Montanha Mágica"?

    Beijinho

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  3. Gostei!
    Pelos vistos, e plagiando agora o Pedro Abrunhosa, tu és um mundo com mundos por dentro.
    Vou continuar a explorar esses mundos!

    Beijinhos descobridores
    (^^)

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    1. Muitos mundos...

      Beijinhos Marianos, Afrodite! :)

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