quarta-feira, outubro 30, 2013

A Cezariny, nada a acrescentar

     (Razzle Dazzle Red, Sarah Willett, UK)
como a vida sem caderneta

Como a vida sem caderneta
como a folha lisa da janela
como a cadela violeta
- ou a violenta cadela?
Como o estar egíocio emudado
no salão do navio de espelhos
como o nunca ter embarcado
ou só ter embarcado com velhos
Como ter-te procurado tanto
que haja qualquer coisa quebrada
como percorrer uma estrada
com memórias a cada canto
Como os lábios prendem o copo
como o copo prende a tua mão
como se o nosso louco amor louco
estivesse cheio de razão
E como se a vida fosse o foco
de um baço, lento projector
e nós dois ainda fôssemos de cor
Um ao outro nos fôssemos pouco
meu amor meu amor meu amor


Mário Cerariny de Vasconcelos

4 comentários:

  1. A Cezariny, de facto, nada mesmo a acrescentar. Perfeito.

    Boa noite, Maria :)

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    1. Simplesmente perfeito, Xil!

      Beijinhos Marianos! :)

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  2. Respostas
    1. :D

      Beijinhos Marianos, Vera das montanhas! :)

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