sábado, abril 09, 2016

"A vida é um hábito" Samuel Becket

(Elmer Bischoff)


"(...) o nome da mulher a quem me uni, pouco tempo depois, o apelido era Lulu. (...) Ela também me contou o seu sobrenome, mas esqueci. Eu devia ter anotado, num pedaço de papel, não gosto de esquecer nomes próprios. (...) Conheci-a num banco (...) Me dê um lugar, disse ela. (...) 
O que se chama amor é o exílio, com um cartão-postal da terra natal de vez em quando, (...)."

Samuel Beckett, in "Primeiro Amor", tradução de Célia Euvaldo para a Editora Cosac& Naify








Descobrira que era capaz de partilhar. Bem, talvez não fosse exactamente partilhar mas sim sobreviver da partilha. Qual o significado de uma canção em repeat que se quer e, simultaneamente, não se quer ouvir? 




29 comentários:

  1. Respostas
    1. Admirador de Mogwai?

      Beijinhos, Urso Misha :)

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    2. Não falava de mim, mas da escritora :)
      Beijos Maria

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  2. Samuel Beckett tinha o dom do indefinível...!!!
    O criados do Teatro do Absurdo foi um escritor genial!!!!

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  3. Beautiful painting, beautiful song.
    Thanks for sharing.
    xx

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  4. De vez em quando? um cartao-postal nem envelope tem!?
    Num banco de jardim re-apresentam-se partilhas a dois. Com estrelas, pois, na sala às escuras a articulação do verbo soa melhor.
    Bj.

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    1. Tudo o que é amor tem um certo travo a exílio, Agostinho. Os postais podem ser daqueles lindos, com imagens de flores, mar, céu, pássaros...

      Beijinhos :)

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  5. Maria, à priori não somos mais nem menos que ninguém; somos iguais e diferentes. E não levamos nada; só deixamos o que compartilhamos ;)

    Bom fim de semana :))

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    1. O maior segredo está na partilha.

      Beijinhos, Legionário :)

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  6. Somos desde sempre divididos em partes ,Maria e ainda assim o todo que nos cabe nada significa se as partes não se harmonizarem.
    gosto abessa dessas escolhas suas.
    e fico sempre tão agradecida com sua presença _uma das minhas partes.
    abraço

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    1. Somos seres em busca da completude.
      Muito obrigada, Lis, é um prazer ter-te aqui.

      Beijos :)

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  7. seguramente, sis, dos posts maias inteligentemente emocionais que li nos últimos tempos :)

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  8. Adorei tudo mas a música preencheu-me completamente, obrigada!
    Um beijinho e um bom fim de semana

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    1. Eu é que agradeço a tua presença, Fê!

      Beijos :)

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  9. Um exílio que se quer e não se quer...
    Sobreviver à partilha é o mais difícil, para mim!
    Música magnifica (Não conhecia), obrigado por tão belo momento.
    Beijinho Maria e bom domingo.:)

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    1. Sim, a partilha também pode destruir.
      Obrigada, SD, e um beijo :)

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  10. belíssimo momento.
    o meu cérebro ficou em loop.
    adoro quando isso acontece. :)

    beijinho, Maria

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    1. Que bom ter conseguido essa proeza!

      Beijos, Laura :)

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  11. No exílio do amor há que saber partilhar, caso contrário perecemos. Bonito momento. Beijinho Maria

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    1. Só a partilha alimenta o amor.

      Obrigada, GM, e um beijo :)

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  12. Eu li esse livro há alguns anos e não me lembro de quase nada - tenho de voltar a lê-lo...
    um beijinho e uma boa semana
    Gábi

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  13. Essa partilha é por vezes muito complicada...
    Boa semana

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  14. À tua pergunta respondo com um verso de valter hugo mãe «o pior amor é este, o que já é feito de ódio também». É tudo o que me ocorre.

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    1. Beckett, neste livro, sente exactamente isso, um amor que acaba por ser ódio também. A mim, ocorre-me que o amor nunca é uma linha contínua de felicidade ou entrega, não sendo, necessariamente, contaminado pelo ódio.

      Beijos, Carla :)

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