segunda-feira, agosto 18, 2014

Marca

(Marne Adler)

Dóis-me. Não há como dizê-lo de outra fora. Dóis-me no peito, na carne que marcaste a ferro e fogo, como se houvesse ainda aquele hábito terrível de deixar no corpo dos escravos o sinal de que tinham dono. Não sou escrava. Nunca fui nem vou ser escrava. Só me dóis, ponto.




12 comentários:

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    1. Um beijinho e um sorriso para ti, Je suis...noir!

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  2. Não o faço de propósito... mas mesmo assim...peço-te desculpa...ehhehe...jokas... Maria

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    1. Olá, rapaz feliz! :))) Sempre o mesmo brincalhão! :)))

      Beijinhos Marianos, Pantera! :)

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  3. Percebe-se, pelo lamento
    que foste marcada por dentro
    e escrava
    passou a ser teu estado de alma

    Negar é apenas um não querer ser, sendo

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    1. Acho que tens razão, Rogério...

      Beijinhos Marianos! :)

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  4. Olá Maria. Vim deixar um abraço. E que tal?

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    1. Sua bronzeada fã da Abelha Maia, pá! Leva lá um abraço da branquela! ;)

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  5. As pessoas às vezes doem. Algumas das dores podemos sarar, outras não, ou não tão cedo.

    Um abraço apertado, sem doer, e um beijinho, Maria. :-)

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    1. E há aquelas que não queremos que deixem de doer... :)

      Beijinhos Marianos repenicados, Susaninha! :)

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  6. As marcas que levamos são difíceis de perder, acabam fazendo parte da gente.
    Bjos.

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    1. Verdade, Raul! :)

      Beijinhos Marianos e obrigada pela visita! :)

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