(Tamara Natalie Madden)
Havia tanto tempo que Jabalamar, o escudeiro do rei, se não via longe do seu amo que dera em perseguir a rainha. Convencera-se que aquele diplomata não passava de um charlatão que, como outros antes dele, ficara ofuscado pela beleza negra e radiosa de Aliyyah, encontrando um subterfúgio para afastar o rei. Enviara, por isso, um pássaro azul de entre aqueles que costumavam esvoaçar pelo palácio e vinham comer à sua mão, com o intuito de o encontrar, guiando-o de volta à ilha.
Enquanto isso, a rainha Aliyyah ouvia as estórias do diplomata, de olhar desperto e coração inquieto pelo seu rei que tanto se demorava.
- E como haveis ficado tão sabedor das coisas desses mundos distantes, Senhor?
Com um sorriso misterioso, qual prestidigitador, o estrangeiro retirou da túnica um livro com capa de couro velho e título gravado a ouro.
- Eis um dos mais belos registos dessas coisas, Alteza!
- “O homem das quatro vidas”, leu a rainha.
E, como um grão de areia do deserto do Sahara soprado pela mais forte das tempestades, Aliyyah viu-se transportada para uma biblioteca onde as estantes ligavam o chão a um tecto tão alto que tocava o céu.
O estranho caso de Tagik, o berbere contador de histórias





