Maria Antónia não era particularmente bonita, particularmente elegante, particularmente inteligente, nem particularmente culta. Era, porém, particularmente terna. A essa ternura, Maria Antónia devia o brilho do olhar que lhe emoldurava o rosto. Era dessa ternura que fazia dádiva.
We travel carrying our words. We arrive at the ocean. With our words we are able to speak of the sounds of thunderous waves. We speak of how majestic it is, of the ocean power that gifts us songs. We sing of our respect and call it our relative.
Ofelia Zepeda
(translated into English from O’odham by the poet) Transportando as nossas palavras
Viajamos transportando as nossas palavras. Chegamos ao oceano. Com as nossas palavras somos capazes de dizer dos sons das ondas retumbantes. Falamos de quão majestoso é, do poder do oceano que nos oferta cânticos. Cantamos a nossa reverência e apelidamo-lo de nosso semelhante.
Ofelia Zepeda (traduzida da versão em Inglês por Maria Eu)
(...) A terra é alta. Tu és o nó de sangue que me sufoca. Dormes na minha insónia como o aroma entre os tendões da madeira fria. És uma faca cravada na minha vida secreta. E como estrelas duplas consanguíneas, luzimos de um para o outro nas trevas.