Maria Antónia não era particularmente bonita, particularmente elegante, particularmente inteligente, nem particularmente culta. Era, porém, particularmente terna. A essa ternura, Maria Antónia devia o brilho do olhar que lhe emoldurava o rosto. Era dessa ternura que fazia dádiva.
domingo, julho 17, 2016
sexta-feira, julho 15, 2016
O poder das palavras
(Ivan Aivazovsky)
Carrying Our Words
We travel carrying our words.
We arrive at the ocean.
With our words we are able to speak
of the sounds of thunderous waves.
We speak of how majestic it is,
of the ocean power that gifts us songs.
We sing of our respect
and call it our relative.
Ofelia Zepeda
(translated into English from O’odham by the poet)
Transportando as nossas palavras
Viajamos transportando as nossas palavras.
Chegamos ao oceano.
Com as nossas palavras somos capazes de dizer
dos sons das ondas retumbantes.
Falamos de quão majestoso é,
do poder do oceano que nos oferta cânticos.
Cantamos a nossa reverência
e apelidamo-lo de nosso semelhante.
Ofelia Zepeda (traduzida da versão em Inglês por Maria Eu)
Carrying Our Words
We travel carrying our words.
We arrive at the ocean.
With our words we are able to speak
of the sounds of thunderous waves.
We speak of how majestic it is,
of the ocean power that gifts us songs.
We sing of our respect
and call it our relative.
Ofelia Zepeda
(translated into English from O’odham by the poet)
Transportando as nossas palavras
Viajamos transportando as nossas palavras.
Chegamos ao oceano.
Com as nossas palavras somos capazes de dizer
dos sons das ondas retumbantes.
Falamos de quão majestoso é,
do poder do oceano que nos oferta cânticos.
Cantamos a nossa reverência
e apelidamo-lo de nosso semelhante.
Ofelia Zepeda (traduzida da versão em Inglês por Maria Eu)
quarta-feira, julho 13, 2016
Ajude a cumprir o sonho da Carla
sexta-feira, julho 08, 2016
Herberto Helder com pronúncia do Norte (Movimento "Queremos ouvir os bloggers a declamar poesia".)
(...)
A terra é alta.
Tu és o nó de sangue que me sufoca.
Dormes na minha insónia como o aroma entre os tendões
da madeira fria. És uma faca cravada na minha
vida secreta. E como estrelas
duplas
consanguíneas, luzimos de um para o outro
nas trevas.
Herberto Helder

Vincent van Gogh
Movimento "Queremos ouvir os bloggers a declamar poesia", criado pelo Pipoco Mais Salgado.
terça-feira, julho 05, 2016
Fomos mãos. Somos flores.
(daqui)
Nós fomos
mãos,
esvaziámos a treva, encontrámos
a palavra, que subia do verão:
flor.
Flor - uma palavra de cegos.
Os teus olhos e os meus olhos:
vão em busca de água.
Paul Celan
Nós somos
flores,
nascemos da luz, encontrámos
as mãos, que se tocaram:
carícia.
Carícia - o toque dos amantes.
As tuas mão e as minhas mãos:
vão em busca do amor.
Maria Eu, depois de ler Paul Celan
Maria Eu, depois de ler Paul Celan
sábado, julho 02, 2016
Palmas ao acordar
Aos Domingos, as palmas chegavam mais tarde, lá pelas oito e meia. Era ao som de palmas que acordavam, nas camas de ferro que se perfilavam em linhas de quinze, encostadas às paredes laterais do dormitório. Palmas e rezas, claro, que as freiras não brincavam em serviço e, mesmo rezando, puxavam, em movimentos bruscos, os cobertores daquelas que se aninhavam no torpor do sono, enquanto alteavam a voz na "Avé Maria".
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