(Stephane Bienfait)
Foram muitos os dias em que, uma vez por semana, logo pelas nove horas da manhã, nos alinhávamos, corpos espigados de adolescentes disfarçados nos uniformes largos, em azul-marinho, descendo até abaixo dos joelhos, em exercícios de equilíbrio instável.
Barriga para dentro! Peito para fora! Tu, Mariana, também não é para espetares o peito para fora do vestido, menina! Cabeças direitas! Os livros não podem cair! Olha-me esses braços, Clara, que parecem umas libelinhas tontas! Pose, meninas! Pose!
Aprendíamos a andar com a postura de uma senhora, antes de nos sentarmos, joelhos juntos, pernas igualmente juntas, flectidas e levemente inclinadas para a direita. O brilho de riso no olhar, porém, fugia às regras, tal como os braços de Clara, soltos, em danças de libelinhas.
Barriga para dentro! Peito para fora! Tu, Mariana, também não é para espetares o peito para fora do vestido, menina! Cabeças direitas! Os livros não podem cair! Olha-me esses braços, Clara, que parecem umas libelinhas tontas! Pose, meninas! Pose!
Aprendíamos a andar com a postura de uma senhora, antes de nos sentarmos, joelhos juntos, pernas igualmente juntas, flectidas e levemente inclinadas para a direita. O brilho de riso no olhar, porém, fugia às regras, tal como os braços de Clara, soltos, em danças de libelinhas.





