O público não confia em si; confia nos outros. Quando ouve alguém aplaudir com muita agressividade e intensidade, julga que algo de extraordinário, que não entende muito bem, está a ocorrer. Sente que não deve parecer ignorante, que se deve juntar ao aplauso para que ninguém perceba que não chegou lá.
(Tradução de Maria Eu)
Constança nunca gostara particularmente de jazz, muito menos de jazz mais contemporâneo e minimalista. Enfadava-a aquela música que lhe parecia desconexa, com os músicos em improvisações a sobreporem-se umas às outras, num acto que lhe soava tudo menos melódico. Aceitou, porém, o convite de João para assistir ao concerto de uma banda Norueguesa de renome. João olhava-a, encantado, enquanto ela se juntava à plateia nos aplausos entusiásticos. Se soubesse ler-lhe o pensamento...



