Quando eu morrer, não chorem. Pelo menos, não perto de mim. Estarei lá, acima do meu corpo, vendo(-me)-nos e quererei os risos, os beijos, os abraços. Quererei as palavras de sempre, as críticas e os elogios de sempre. Não me tragam flores. Essas, dêem-mas em vida que eu adoro flores! Reduzam-me a cinzas. Arderei em morte como ardo em vida, em alterosas chamas. Depois, soltem-me ao vento norte, numa praia de águas frias, gaivotas ruidosas e dunas povoadas por recordações de namorados.
Quando eu morrer, morrerei amando. Por isso, não esqueçam o meu amor.

Verdade!!
ResponderEliminarBeijinhos, São. :)
EliminarMaria Eu,
ResponderEliminarSeja.
Se eu morrer, façam o que quiserem. Estarei morto.
Risos, beijos, abraços e flores, para si,
Outro Ente.
Verdade, estaremos mortos. Porém, tenho assistido a tantos rituais de morte absurdos ultimamente que me deu para isto, para querer destinar o que farão quando eu morrer.
EliminarBeijos, Ente.
Sabes?
ResponderEliminarConheço tantos imortais com os mesmos desejos que tu...
Hoje partiu mais um
A partir de uma certa idade, começamos a ter perdas em demasia.
EliminarBeijos, Rogério. :)
Por que há-de ser a morte um macabro negócio?
ResponderEliminarNa origem está o medo. Medo de almas penadas,frustradas...
Com flores, placas devotas, epitáfios, velas, iluminação e uma pedra em cima (não vá acontecer terem ideias) se compram favores.
Sem dúvida, Agostinho.
EliminarBeijos. :)
ResponderEliminarDos textos mais belos que já escreveste...
Tocas fundo na minha alma... talvez por comungarmos dos mesmo desejos e por amarmos "a mais" da conta.
Beijos sem dizer adeus
Amar muito mata?
EliminarBeijos, amiga. :)
Olha que coisa essa, preocupações sobre a tua morte.
ResponderEliminarDeixa-te disso minha querida Maria.
À vida!
À vida, Uva!
EliminarBeijo. :)
É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
ResponderEliminarNão adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.
Maria gostei imenso do seu texto, ontem de tarde estive no local da foto do seu Post, e senti-me mais vivo que nunca!:)
Há lugares assim...
ResponderEliminarBeijo, Legionário. :)
Impossível não chorar:(
ResponderEliminarTalvez, Til...
EliminarBeijo. :)
Bonito! Mas urge pensar em viver, não em morrer. Depois que partimos acabou-se o querer :) Abraço Maria
ResponderEliminarUrge viver, sim, GM.
EliminarBeijo. :)